Russia rejects Washington's AMD proposal
RT. The proposed US Anti-Missile Defense shield in Europe has taken a surprise twist this week. An invitation by Washington for Moscow to get involved in the project was swiftly rebuffed.
Ahmadinejad: 'A New Era Has Begun.'
AP. Iranian President Mahmoud Ahmadinejad declared that “a new era has begun” in a televised victory speech Saturday. However, his rival says Friday’s election results are fraudulent, and protesters clashed with police.
And the US and Canadian Reaction to Ahmadinejad Re-election
AP. Secretary of State Hillary Clinton and her Canadian counterpart are reacting cautiously to the re-election of Iranian president Mahmoud Ahmadinejad. The outcome has sparked clashes across Iran.
Iran re-elects Mahmoud Ahmadinejad
Mahmoud Ahmadinejad has been re-elected as president of Iran with a resounding victory, the electoral commission says. Therefore, we can expect Iran will continue its foreign policy along the same lines as in the past mandate. That means that, in my humble opinion, sooner or later they will become the ninth nuclear power joining the ranks of the US, Russia, UK, France, China, India, Pakistan and Israel.
Considering the current economic and political climate in the US, I do not believe Obama’s Administration is in a position to confront Iran, whether by direct means (US forces being over stretched by its current engagements in the Iraqi and Afghanistani theaters), or indirect such as giving the green light to Israel to bomb Iranian nuclear installations. Despite all the official rhetoric between the West and Iran, it is highly probable that under the lines, middle level diplomatic talks are currently taking place between the US and Iran. Direct confrontation with Iran would undermine Obama’s soft foreign policy.
Mahmoud Ahmadinejad re-election implies Iranian people do agree with their president standing, actions and rhetoric against the West. All they want as a country is respect from the international community. If chaotic Pakistan is a nuclear power,I do honestly believe that despite the West not wanting a new nuclear power to arise in the Middle East, Iran has the same rights to become nuclear, if not more, than Pakistan. It is a far more stable and developed country, with one of the highest levels of education and development in the Middle East, and that if respected their own vital and strategic space, could become a stabilizing factor in the region.
UN Imposes Stiff Sanctions Against North Korea
AP. In a sign of growing global anger, the U.N. Security Council voted to impose tough new sanctions against North Korea for its pursuit of nuclear weapons.
Considering the unpredictable nature of the North Korean regime, only time will say what happens next.
O Brasil no New York Times
Deu no New York Times, escrito por Larry Rohter, jornalista do New York Times no Brasil durante quase uma década, permite-nos conhecer o Brasil na ótica de um americano. O livro está estruturado em distintas seções: sociedade, política, Amazônia e ciência / tecnologia. Cada uma destas seções contem um ensaio como introdução que realmente condensa as principais idéias dos artigos que são apresentados a continuação.

Os ensaios que precedem cada seção são muito interessantes e ilustrativos tanto que podem ser lidos independentemente do resto do conteúdo do livro. A qualidade dos artigos varia de um a outro, dentro de cada temática e entre as temáticas. Por exemplo, achei os artigos sobre política exterior bastante superficiais, embora a análise prévia seja correta; também achei alguns artigos sobre cultura bastante pesados de ler, mas no conjunto é uma coleção completa de artigos publicados na última década no NY Times sobre o Brasil.
Para um europeu como eu, morando no Brasil, é fácil se sentir identificado e concordar com muitas das opiniões de Larry Rohter comentadas em cada um dos ensaios que antecedem cada capítulo do livro. Considero-o um livro muito recomendável para qualquer estrangeiro que decida morar no Brasil, já que é sem duvida uma introdução acelerada a cultura e paradigmas brasileiros.
Também considero um livro interessante para um brasileiro, já que o permite conhecer seu país desde a perspectiva de um estrangeiro, casado com uma brasileira, e que morou durante muitos anos no país, e que por todo esse conjunto de fatores é capaz de sentir e perceber as realidades existentes no Brasil desde uma posição diferente a de um brasileiro por sua bagagem cultural de americano.
A continuação, vou comentar algumas das idéias principais que são relatadas em cada um dos ensaios que precedem cada capítulo, assim como minhas percepções pessoais que são bastante semelhantes – embora eu tenha morado no Brasil muito menos tempo que Larry – e que sem duvida acho serão interessantes de compartilhar com vocês.
Sociedade
O primeiro ponto comentando sobre a sociedade brasileira é que ao contrario do que pensam muitos brasileiros, ser estrangeiro no Brasil não é tão fácil. Larry comenta, utilizando o modelo da psicóloga de Elizabeth Kubler-Ross como é o processo de adaptação ao Brasil.
Um estagio inicial de deslumbramento, que é a percepção que tem quase todos os estrangeiros quando visitam Brasil. A natureza, as pessoas, as praias, o sol, a musica, a comida, a cultura, todo o conjunto da sociedade brasileira aparece como algo maravilhoso e único comparados com as sociedades mais monótonas de Europa o da América do Norte. Esta percepção de tudo ser maravilhoso no Brasil é a que a imensa maioria de turistas ocidentais leva com eles ao voltar para seus respectivos países, a não ser que tenham sido assaltados o que provavelmente terá destruído essa imagem do paraíso, e que infelizmente as vezes acontece.
O seguinte estagio que somente experimentam os estrangeiros que se instalam no país de forma permanente é de decepção e depressão ao conhecer o pais de forma mais profunda e não tão superficial. Durante essa fase, a gente começa a descobrir outras realidades do país não sempre tão maravilhosas, como são a terrível pobreza que padecem grandes camadas da população, a violência existente no cotidiano da vida do país, a corrupção, ineficiência de muitas instituições públicas, as diferencias sócias tão marcadas, a discriminação racial e outras tantas mazelas que não são exclusivas do Brasil e que afetam a muitos países no mundo.

Chegado a este ponto, muitas pessoas desistiriam – a maioria provavelmente – ao questionar se realmente merece a pena continuar sua vida assim. A não ser que tenham um interesse permanente no Brasil como uma esposa, o simplesmente não tenham outra opção por não ter condições para escolher outro destino. Com o tempo, e por último, se chega a uma fase de aceitação onde se aprende a viver com a realidade do país sem questioná-la, aceitando-la tal e como é.
Durante minha vida percorri uns trinta países diferentes na America, Europa e Ásia. Em alguns deles fiquei só uns dias ou semanas, em outros foram bastantes meses. Se algo aprendi sempre ao viajar é aceitar cada realidade de cada sociedade tal é como é, sem questionar os valores, normas e princípios que governam o comportamento dessas pessoas. Somente assim é possível aprender da viagem, crescer como pessoa, e obter algum beneficio da experiência.
Um dos erros mais habituais dos viajantes provenientes de países desenvolvidos é querer que tudo seja exatamente como seus países de origem. Afortunadamente, não é assim. A realidade de cada país, a sociedade, a cultura, as condições econômicas, variam enormemente de país a país, e por isso que o mundo é um lugar interessante e variado para descobrir. Por isso concordo com Larry quando afirma que morar no Brasil para um estrangeiro não é para principiantes. Morar num país que não é o nosso não é fácil para a maioria das pessoas, e num país como o Brasil é preciso uma força de vontade muito grande e uma determinação forte para se adaptar ao País.
Outro dos pontos que comenta Larry é o fato dos brasileiros quer sempre levar vantagem. Qualquer pessoa que tenha dirigido no Brasil – eu sou um dos afortunados – poderá ter constatado a falta de civismo persistente no país. Cada um só olha para seus próprios interesses e não percebe que forma parte de um conjunto chamado sociedade. Tampouco é algo único do Brasil. Ao mesmo tempo, existem inumeráveis pessoas super queridas e boa gente no cotidiano da vida.
Brasil é um país de extremos. Extrema riqueza de alguns poucos, extrema pobreza de muitos. Classes sócias muito definidas. Gente muito cordial, carinhosa e amada, e ao mesmo tempo não existe nem um dia sem violência e impunidade sem controle. País de contrastes sim, país para principiantes não, más para aqueles que procuram algo diferente na suas vidas, é um país lindo para morar, com todas suas vantagens e desvantagens.
Política
O capítulo sobre política está divido em três partes, a primeira contem artigos sobre política nacional. Sobre esse tema falar o qué? Eu nunca acreditei na política nacional de nenhum país. Sendo eu espanhol, sempre achei a política nacional e local como o que é, uma luta por poder e votos para depois poder exercer esse poder a maioria das vezes para seu próprio beneficio pessoal. Assim que, nada novo aqui no Brasil que não aconteça no resto de mundo, corrupção, clientelismo, interesses pessoais, são por desgraça doenças endêmicas da política nacional em qualquer país do mundo. O único que varia é a proporção do desproposito, mas no fundo a questão é sempre a questão.
A continuação segue uma serie de artigos sobre Lula e Larry. Pelo que se pode deduzir de sua leitura Larry não é um grande admirador de Lula. Achei a maioria desses artigos um tanto pessoais e subjetivos, e mesmo se mostra fatos reais e comenta defeitos do Presidente do Brasil, sinceramente, que político desse calibre não tem? Que político está livre de pecados?

A última parte da seção de política contem alguns artigos sobre a política exterior brasileira. Os artigos em si não são grande coisa, mas as reflexões mostradas no resumo que os antecedem são interessantes. Sobre tudo por apontar erros na política exterior de Lula dos primeiros anos. Politizar Itamaraty ao nomear pessoas de confiança pessoal para cargos que sempre foram para diplomatas, a ingenuidade da política exterior brasileira vis-à-vis a China – mostrando exemplos reais de fracassos que o Brasil teve em negociações com os Chineses– e também mostrar o sucesso do Brasil em aprofundar as relações no hemisfério sul ocidental reforçando o Mercosul e servindo de contrapeso aos EUA no continente sul americano.
Amazônia
Larry descreve como em determinados círculos de opinião no Brasil existem correntes xenofobias com respeito às intenções de países estrangeiros na região. Existe certo preconceito contra os americanos e seus motivos, quando realmente os principais depredadores da floresta Amazônica são de forma crescente os países de Ásia Oriental, em especial a China, que devora quantidades imensas de matérias primas e madeira da região.

E como para qualquer demanda existe uma oferta, legitima ou não, a compra de madeiras nobres do exterior alimenta os negócios não sempre lícitos de muitos empresários locais, alguns deles com conexões políticas importantes. No seu trabalho como repórter Larry sofreu ameaças de morte em alguns das suas reportagens na Amazônia. Também escreveu sobre o trabalho escravo de milhares de pessoas na região, e como apesar de existirem leis sobre a matéria, a situação persiste devido principalmente à desespero econômico de muitas pessoas do Nordeste para as quais trabalhar nas fazendas da Amazônia é sua única alternativa de sobrevivência.

Ciência / Economia
Numa serie de artigos muito interessantes Larry nos narra como o Brasil tem se convertido em uma potencia agrícola mundial, exportando todo tipo de commodities agrícolas a través de um setor do agronegócio cada vez mais importante. Nenhum dos famosos BRICS, exceto o Brasil tem a capacidade de fornecer a quantidade de alimentos que populações crescentes demandam em todo o mundo. Países como a China o a Índia como populações de bilhões de pessoas não possuem os meios físicos nem hídricos para produzir alimentos suficientes para suas populações.
O Brasil tem as maiores reservas de terra fértil e água do mundo, alem de importantes empresas no agronegócio que continuam a expandir suas atividades e investimentos em todo o País. Alem disso, Larry também comenta o papel ativo da Embrapa na pesquisa e desenvolvimento nas áreas do agronegócio e biotecnologia, sendo pioneira mundial na adaptação de todo tipo de cultivos para zonas semi tropicais.

Outra área na qual o Brasil tem uma posição de liderança e na produção de etanol e biocombustíveis. Para qualquer europeu como eu, uma das coisas que mais chama a atenção ao chegar no Brasil é que em todos os postos de gasolina é possível comprar álcool e que a grande maioria dos carros tem motores flex que permitem utilizar tanto gasolina quanto etanol.
Isto permite ao Brasil dispor de uma maior independência energética já que todo o etanol é localmente produzido a base de cana de açúcar. A tecnologia de produção do etanol tem sido desenvolvida no país e estão sendo exportadas a países na África tropical com características climáticas semelhantes ao Brasil.
Na área energética também é destacável o papel da Petrobras, líder mundial em exploração em águas ultra profundas, que está começando a explorar os campos petrolíferos no litoral de Santos e Rio de Janeiro a mais de 7000 metros de profundidade e que proporcionará ao Brasil acesso a reservas de petróleo importantes ate agora não exploradas.

No âmbito aeroespacial o Brasil tem o privilegio de ser uns dos poucos países do mundo a ter sua própria empresa de produção de jatos, a Embraer. Especializada no desenvolvimento e comercialização de jatos de porte médio, é o terceiro fabricante mundial após Airbus e Boeing, tendo superado ao canadense Bombardier em anos recentes.

Por último, e para não ser todo perfeito, já que na realidade nada nunca é, Larry escreve um par de artigos sobre o fracasso do programa nuclear brasileiro e do programa de acesso ao espaço, ambos os programas sob controle das forças armadas brasileiras, e que culminaram no desastre de Alcântara quando um foguete espacial estourou matando vários engenheiros brasileiros.
Conclusões pessoais.
Desde minha humilde opinião, existem elementos diferencias no Brasil que fazem dele uma potencia de porte médio em ascensão. O Brasil tem indústrias de ponta e uma economia muito diversificada. Mesmo assim, nunca chegará a ter o peso geopolítico e econômico da China, nem o arsenal militar da Rússia, pelo que suas projeções internacionais serão mais limitadas que seus os dois países anteriores. Continuará sendo a potencia regional na America do Sul devido principalmente ao seu tamanho e extensão geográfica, mas marginada de triada EUA-Europa-China/Japão que continuarão a modelar em grande medida o mundo do futuro nas relações internacionais.

As elites do País estão bem formadas e preparadas e como de todos é sabido tem setores industriais como os mencionados anteriormente nos que tem um papel de destaque. O principal problema do Brasil, segundo meu ponto de vista, é principalmente as diferenças abismais que existem entre distintas camadas de sua população. É um país em onde uns poucos estão especializados em gerar renda e dinheiro enquanto muitos pobres estão especializados em produzir ainda mais pobres.
O difícil é deter o circulo de pobreza que gera mais pobreza. Existem estudos que apontam que o Brasil se estabilizará em termos demográficos no ano 2025, com 230 milhões de pessoas, 35 mais que na atualidade. Se isso acontecer antes, o Brasil estaria ainda melhor, mas infelizmente, as possibilidades de interromper os círculos existentes de acumulação de riqueza e pobreza são difíceis de materializar em curto prazo. O mais provável é que o país continue crescer economicamente na próxima geração, já que tem todos os elementos para poder desfrutar de um crescimento sustentável, e que as diferenças de renda se atenuem ligeiramente, mas persistam de forma muito visível e palpável. Será um país mais rico no seu conjunto, mais padecendo os mesmos problemas endêmicos que sofre na atualidade.
O Mundo Pós-Americano
O Mundo Pós-americano não é um livro sobre o declínio americano como muitos poderiam imaginar após ler o titulo. Fareed Zakaria, editor da revista Newsweek International, nos narra neste ensaio de fácil leitura como o mundo está mudando de uma configuração de poder bipolar desde a Guerra Fria, a um mundo multipolar onde diversas potencias emergentes atuam cada vez com mais firmeza no tabuleiro do jogo global. O momento unipolar está sendo deixado para atrás à medida que potencias como China, Índia, Brasil e outros muitos países aumentam seu peso econômico, político e militar nos assuntos globais.

O livro começa com um resumo histórico dos principais acontecimentos do último século. As duas guerras mundiais, a derrota dos movimentos fascistas alemães e italianos e do imperialismo japonês pelos aliados, o impasse e rivalidade entre dois modelos opostos de progresso durante a Guerra Fria – liberalismo e comunismo - e o colapso deste último, a emergência incontestada dos EUA como super potencia mundial, o momento unipolar americano dos 90 e do começo do século XXI, e para concluir, o tema principal deste livro, que é essencialmente a ascendência do resto criando uma nova configuração de ordem multipolar.
No Mundo Pos-americano Fareed Zakaria nos mostra como mediante essas mesmas instituições internacionais criadas pelos EUA após a II Guerra mundial em Bretton Woods que modelaram o sistema econômico liberal, e mediante a adoção de praticas de negócios ocidentais, países como a China, India, Brasil, Russia, Africa do Sul e outros muitos, apos introduzir as reformas necessárias nas suas instituições e sistemas produtivos nacionais experimentaram taxas de crescimento econômico que permitiram tirar da pobreza milhões de pessoas em todo o mundo e acrescentar o peso destes países no cenário mundial.

A China é apresentada como a desafiante aos EUA. E o único país do mundo com ambições e capacidades para suplantar os EUA como primeira economia mundial, acontecimento que terá lugar em meados deste século XXI. A China já se percebe como alternativa aos EUA, já que seu sistema econômico de “capitalismo com características chinesas” – como as elites do País o denominam – está conseguindo resultados econômicos importantes neste país de dimensões continentais.
Para qualquer pessoa que tenha visitado, estudado ou residido na China, o fato de que os chineses se percebem a si mesmos como próxima superpotência mundial é algo visível no cotidiano da vida deste país. No curto prazo, ao menos na próxima geração populacional, ou seja, aproximadamente nos próximos 25 anos, a China não vai contestar os EUA de forma direita já que são bem cientes das limitações que ainda tem como pais. Um PIB per capita reduzido, centenas de milhões de pessoas em condições de pobreza, investimentos em infra estrutura por realizar, uma modernização das indústrias e sistema educativo, a sustentabilidade política do regime comunista, farão que na próxima geração a China continue a ser bastante introspectiva devido aos varios problema e desafios que tem a superar.
Mesmo assim, continuaram de forma progressiva, sutil e diplomática a procurar todos os ganhos possíveis no âmbito internacional, espalhando suas empresas pelo mundo inteiro, procurando acesso a mercados e matérias primas onde seja possível, concorrendo com seus homólogos ocidentais. Para os políticos e dirigentes chineses o mundo já é e vai ser ainda mais durante as próximas décadas um sistema multipolar G2 composto por EUA e a China na liderança de muitas questões globais.

A Índia é apresentada por Fareed Zakaria, sendo ele mesmo indiano naturalizado nos EUA, como a aliada. A Índia, a maior democracia do mundo, começou a experimentar taxas de crescimento importantes após a abertura econômica dos anos 90 e também e considerada uma das grandes potencias econômicas em ascensão. As pretensões e capacidades de Índia são bem mais limitadas que a China.
O próprio sistema democrático limita a velocidade na introdução de reformas econômicas no País. Se a China é mostrada como um caso de sucesso de reforma de cima para baixo, onde o motor principal das mudanças é o Partido Comunista, na Índia a realidade é justamente o inverso, a modernização do País tem surgido de um processo de baixo para cima, onde a iniciativa tem sido promovida por atores do setor privado como as multinacionais e não pelo governo que em muitas ocasiões dificilmente pode promover políticas procrescimento com a mesma agilidade que seus homólogos chineses devido principalmente aos conflitos de interesses entre os distintos partidos, algo por outro lado natural num sistema democrático.

Nos restantes capítulos do livro Fareed Zakaria nos narra como apesar da crescente importância de países emergentes no cenário político e econômico global, os EUA ainda possuem a liderança em campos críticos como biotecnologia, nanotecnologia, tecnologias militares, ensino superior, investigação e desenvolvimento, seu sistema política e instituições que permitiram que os EUA continuem a ser a superpotência no próximo século.
O livro fala bem pouco sobre o Brasil. Desde minha humilde opinião como europeu morando no Brasil e tendo estudado na Europa e China questões internacionais, o Brasil já é de fato a potencia regional no America do Sul. Em termos econômicos e políticos não existe nenhum pais no hemisfério sul ocidental que possa contestar a hegemonia brasileira. Historicamente a Argentina pretendeu ter um peso preferente nas políticas do hemisfério sul, mas após anos de péssima gestão econômica e políticas populistas o país está endividado e em declive. E a ALBA de Hugo Chávez dificilmente é uma alternativa viável e sustentável nem modelo econômico a seguir.
Para um europeu como eu, uma das coisas mais evidentes quando se mora no Brasil, é que a economia do País é uma economia real, baseada em indústrias exportadoras que produzem produtos reais, e não uma economia especulativa inflacionista e insustentável como a espanhola e tantas outras européias, onde na ultima década se produziam poucas coisas de valor real. Os efeitos devastadores de tanta especulação estão sendo sentidos agora e perduraram por muitos anos.

E bem certo que países como China e Brasil, de dimensões continentais, enfrentam numerosos desafios. A escala nas dimensões geográficas destes países faz que seja impossível que não existam diferencias de renda entre regiões. Mesmo em países europeus pequenos essas diferenças entre regiões também são bem visíveis. As diferencias entre classes sóciais são muito mais visíveis que em países desenvolvidos, o que produz níveis de violência mais altos, mas o que se percebe tanto aqui quanto na China é o dinamismo da sociedade, a vontade de progredir, a vontade de melhorar como país, algo que em muitos países europeus se tem perdido faz tempo.
Concordo plenamente com Fareed Zakaria no seu conceito da ascensão do resto. O mundo não vai ser mais unipolar já que os EUA não têm mais a capacidade de fazer tudo o que eles quiserem quando desejar. Na Asia Oriental a China cada vez tem e terá mais influencia em todas as questões regionais, igual que a Russia na Eurasia, a India na Asia do Sul, e o Brasil na America do Sul. A ascensão de todas essas potencias é inevitável dada à pujança de suas populações. Acredito que neste século XXI viveremos num mundo mais plural em termos de difusão do poder e renda, mas não por isso menos perigoso e isento de conflitos.
A edição brasileira do livro está disponível nas principais livrarias do Brasil, tipo Saraiva, e tem sido publicada pela Companhia das Letras. É uma leitura muito recomendável para todos os públicos, de fácil e rápida leitura e interessante no argumento exposto. Espero desfrutem dela tanto quanto eu.
As Intermitências da Morte
José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura em 1997, escreveu em 2005 uns dos livros mais bonitos que jamais havia lido. As Intermitências da Morte é um romance escrito de forma elegante, com um uso de palavras que somente poderia qualificar de excelente, e que só um autor do nível e calibre de Saramago poderia materializar em papel.

A historia esta dividida em duas partes, a primeira relata de forma geral e a nível mais macroscópico as conseqüências de uma greve da morte num país pequeno. Ao principio as pessoas celebram a imortalidade, mas depois de uns dias começam a ser visíveis as conseqüências não desejadas desta mudança.
Muitas pessoas desejam uma vida eterna e sem limites, e Saramago nos relata de forma magistral, através de uma historia bem escrita, o que a falta da morte implicaria em nossas vidas tanto a nível pessoal quanto no conjunto de nossas sociedades. Ao final, todo nosso sistema social e econômico esta baseado em uma constante chegada e saída de pessoas deste mundo. Gostemos ou não, qualquer tentativa de evitar este fato imutável de nossa existência teria efeitos secundários não desejados por ninguém.
A segunda parte da historia gira em torno do caso particular de um músico com uma vida cinza e solitária, no qual a morte – devido a uma serie de circunstancias – se implica de forma mais pessoal. Nesta parte da narrativa Saramago excede, no meu modo de ver, a qualidade da primeira parte. O ritmo da prosa, a musicalidade que consegue criar mediante as palavras, faz que o conjunto da obra seja uns desses livros cada vez mais difíceis de encontrar hoje em dia entre todos esses best-sellers que unicamente foram escritos para vender.
As Intermitências da Morte é sem dúvida alguma, uns dos melhores livros que li recentemente. A qualidade do autor fica a altura de outros grandes literatos de todos os tempos. Um livro que merece a pena ser lido. A versão do livro em português está disponível em qualquer livraria do Brasil e tem sido publicada pela Companhia das Letras, a qual alem desta obra tem publicado quase todos os livros de José Saramago aqui no Brasil.
Espero que disfrutem tanto quanto eu com a leitura deste maravilhoso romance.
El diario de Anna Frank
El diario de Anna Frank es uno de esos libros que es interesante leer, no tanto por la calidad literaria del mismo – porque al final no deja de ser un diario escrito por una adolescente – sino por el significado y descripción de una época y circunstancias dificilmente repetibles.
Anne Frank fue una adolescente judía de nacionalidad alemana, refugiada en Holanda después del comienzo de la II Guerra Mundial, y que junto a toda su familia, tuvo que renunciar a una vida normal y convertirse en refugiados para escapar el exterminio judío por el regimen nazi. Debido al peligro y a la dificultad de intentar huir hacia Suiza como tantos otros judías hicieron antes que ellos antes y durante la ocupación, la familia Frank al completo, junto com otra familia judía, decidieron ocultarse en un edificio de oficinas del centro de Amsterdam, sede de la empresa en donde trabajaba el Otto Frank, el padre de Anna, y en el cual permanecerían escondidos durante más de dos años, para escapar de la Gestapo.
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En su diario, Anna nos relata como la adolescente que es, sus sueños, ilusiones, conflictos internos de una forma continuada a lo largo de más de dos años de su vida. Es un relato que además de permitirnos conocer de cerca los sentimientos de una niña adolescente, en los que a lo largo de dos años va madurando como persona en ese entorno tan atípico, podemos también observar como va tomando consciencia del carácter independiente de su persona de forma gradual, a través de un proceso en el que sus conflictos y sueños se entremezclan y cambian con el tiempo.
Además de este proceso de madurecimiento psicológico y de la formación de su persona, algo que de alguna forma todos experimentamos en nuestros vidas en nuestro paso de la infancia a la pubertad, el hecho de que esté documentado de una forma tan exhaustiva nos va permitir también recorrer ese camino en nuestros recuerdos siguiendo nuestros propios pensamientos de aquellos años.
El valor del diario de Anna Frank no se circunscribe exclusivamente esa ilustración del proceso de madurez que puede seguir de guia para nuestros proprios recuerdos, más también para permitirnos conocer de primera mano cómo era la vida de un refugiado judío durante la II Guerra Mundial, cómo eran percibidos por ellos los acontencimientos históricos que tuvieron lugar en esa época, cuál era el impacto de los mismos en las esperanzas y expectativas de todo un pueblo del cual fueron exterminadas 6 millones de almas, y cómo era la vida de todas las personas, judías o no, bajo la ocupación.

Considero um libro recomentable para todos aquellos que estén interesados en sentir y rememorar la evolución de la niñez a la pubertad, y la psicología adolescente asociada narrada en primera persona. También es un texto que debería ser leído por todos aquellos amantes de la historia que deseen conocer, desde la óptica de un refugiado judío, los acontecimientos de la época narrados desde la humilde perspectiva del momento.
Para escribir un libro de Historia se necesita perspectiva, tiempo y conocimiento. En el caso de Anna Frank al tratarse de un diario, el resultado final se aproxima más a una serie de pensamientos y circunstancias personales relatadas dia a día – escritos según los sentimientos del momento – y que hoy en día podemos encontrar en blogs escritos por millares de personas en todo mundo, algunas de ellas, también oprimidas por régimenes políticos autocráticos.
El destino de Anna Frank y su familia es por todos conocido. De todos ellos solamente el padre de ella, Otto Frank, consiguió sobrevivir a los campos de concentración polacos. Volvió a Amsterdam, recuperó las pocas posesiones materiales que quedaron, entre ellas el diario de su hija, y se mudó a vivir a Basilea en Suiza con su hermana, dónde se volvió a casar con una mujer austriaca que también había perdido toda su familia en los campos de concentración, y dedico el resto de su vida a hacer llegar el diario de su hija al mundo.

La versión que yo compré es la edición brasileña publicada por la editorial Record, pero considerando el título del que se trata y las múltiples versiones del mismo, podréis conseguirlo en cualquier librería del mundo en cualquier idioma importante. Buena lectura!
Trip to China: Beijing July 05 – 26
Hi everybody. I simply wanted to let you know that I will be staying in Beijing from July 5th till the 26th. As most of you know I will be attending an IR course at Peking University. The professors will be two IR academics: Michael Cox and Odd Arne Westad from IDEAS, LSE’s center for the study of international relations, diplomacy and grand strategy.
I am sure, all in all, the experience will be very rewarding. I believe it is a good opportunity to visit the capital of the Middle Kingdom, some days before the Olympics Games, and at the same time study something I find fascinating. I will be posting photos of my journey in Beijing on a daily basis, so you can follow my steps while I am there.
I will be meeting some of you while in Beijing, mostly old chinese friends, but if any of my western friends happen to be around there, drop me a few lines and we can certainly meet and have some drinks in a traditional tea house or something more exotic that the typical pub, bar or wine bar as in Europe!

- Javier Ferrer – www.javierferrer.com – www.javierferrer.net














